terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O Lisonjeio da Luz

Não me compadeço desse letrado
De meros legados mortais
Carpe diens, filosofias;
Pré-socráticos e um pouco mais...

Muito menos dessa léria 
De antítese secular:
"O teu corpo ou teu espírito?"
"... o que vai te segurar?"

Abro os olhos e espero
Aquele ponto no final
Que traz em si teu próprio verbo
Algo sobrenatural...

Mas cadê a tua arte?
Pra onde foi sublime dor?
A tua arte vem de um fardo;
Carregado com amor!

Nem me remeto a repensar
Recalcular o que foi dito
Pois viver não são literaturas;
Viver pra mim é Cristo!

sábado, 8 de outubro de 2011

Amado Meu


Ela- No meu ouvido um ar quente...
Sinto de tão perto, o Teu respirar!
Oh, meu Amado... Não se vá; 
Pra onde eu não te possa alcançar...

Ele- "Oh, amada minha por que irei?
Me deixe então teus pés lavar!
Ah, poma minha, por que persiste;
Se no meu colo estou a te carregar?

Por que pergunta se de ti, retirei minha presença?
E continuas a falar com tanta precisão?
Por acaso o teu nome não está gravado;
Dentre as palmas de minhas mãos?

Porei em ti todo meu amor...
Todo meu carinho e atenção...
Me reclinarei sobre ti;
Abraçarei teu coração...

Tua és tão preciosa, minha querida...
Noiva minha, você me alegra!
Entre todas estações;
Tu és a minha primavera!"

Ela- Como poderei escapar
Deste amor, a mim, concedido?
Antes pudesse imaginar
Tanto, e tão lindo amor, correspondido... 

Eu sou tua, Amado da minh'alma... 
Então, suavemente, descansarei em Ti...
Deitarei no Teu colo, confiante;
Sabendo que dali, nunca mais irás partir.


terça-feira, 4 de outubro de 2011

(...)

 Eu achei que tu estava;
 Nos lugares que encontrei...
 Mas por lá nunca passou;
 Por onde sempre procurei...


    Será que em ti encontro descanso?
    Para as asas cansadas do meu coração?
    Poderei, em ti, deixar de voar;
    Percorrendo sem direção?


         Pois vejo que corre uma esperança;
         Nos mares vivos do teu olhar...
         Onde estou sempre embarcando;
         Com muito medo de naufragar...


                  É que felizmente, só agora;
                  Eu pude compreender...
                  Que entre todos que procurei;
                  Meu anjo sempre foi você!


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Novo Vinho Pelo Sangue







Digo-te além que sou uma talha;
Uma talha oca de pedra.
Digo também que aqui dentro dela;
Ressoa o eco do que não há nela.

Seguindo profundo lhe direi em segundo;
Que sem eira nem beira aqui vive um odre;
Envolto num Sangue;
Totalmente nobre!

Seguirei eu, então, rumo a distância;
A procura de um vinho novo;
Que ão de derramar no odre;
E sobre a talha, o seu renovo...

Pois, sobre tudo, em carne eu parti...
Fui crucificado enfim...
Pois já não sou eu quem vive;
Mas Cristo vive em mim.

sábado, 10 de setembro de 2011

Por lugares frios pairei...
Nas sombras me escondi...
Milhas caminhei...
Sofrendo e morrendo sem Ti...
Pra trás deixei a realeza;
A pureza;
A beleza...
O que eu fiz com tudo o que me deste?
Que valor dei aos tesouros que ganhei?
Mas que glorioso dia foi em que;
Quando voltei, você veio; 
Ao meu encontro me abraçar!
Que glorioso dia foi em que me tomou nos teus braços;
Me envolveu no teu colo;
E num gramado esverdeado;
Comigo correu como uma gazela;
Glorioso como um leão;
Rápido como um falcão;
Forte como um trovão;
E comigo dançou;
A melodia dos céus...
Enchendo, completando meu coração...
Eu só quero declarar
O indeclarável ;
O imensurável;
Amor incontrolável;
Que tenho por ti
Jesus!



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jamais

Jamais senti paixão melhor
Jamais irei sentir
Jamais tão perto do amor
Jamais irei partir

Jamais eu quero outro amor
Jamais posso viver sem Ti
Jamais me apaixonei de novo
Jamais outro irei servir

Jamais O abandonarei
Jamais quero padecer
Jamais sem Teu abraço
Jamais irei entender

Jamais enquanto não trouxer
Jamais aquele que pra mim enviar
Jamais irei morrer de novo
Jamais com quem não vai me amar

Jamais Tua verdade
Jamais se sessará... pura e crua...
Jamais a minha vontade, porém... revele a Tua.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Naquele Tempo

Naquele tempo 
quando andávamos ao luar
As estrelas paravam
A nos observar 

Naquele tempo 
Era felicidade incontida
Meu peito transbordava
De inúmera alegria

Com você eu estava lá
Assistindo com diversão
O show que mostrava no céu
'Estrelas que caem ao chão'

Será que não lembra?
Será que nada o faz pensar?
O quanto fomos felizes
O quanto me fez sonhar...

É, foi bonito aquele tempo
Toda promessa e sentimento
Cada pedaço, cada detalhe
As conversas ao relento

Mas que agora eu preciso afogar
No mais profundo do mar
Então vá morar com os peixes
E não se atreva a respirar!